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EMPRESÁRIA DO SETOR DE CONFECÇÕES FORMA A PRÓPRIA MÃO DE OBRA

“Empreender não é fácil. Este momento é a coroação de um grande desafio. Que a Lua Bella sirva de exemplo do potencial do nosso município”. As palavras de apoio e incentivo são do vice-presidente da ACIM, Eugênio Caetano Alegretti, ao se referir ao fato de a empresária Dheime Tadei, coordenadora da Câmara Setorial das Confecções, por iniciativa própria, ter formado 10 profissionais de costura para trabalhar na sua fábrica de lingeries.

O encerramento do curso se deu na noite de sexta-feira, 23, e, além de Eugênio, estiveram presentes o secretário municipal de Indústria e Comércio, Ricardo Pugliese; a gerente regional do Sebrae Pará, Aurilene Silva; a vice-coordenadora da Câmara Setorial das Confecções, Márcia Ferreira; e a diretora de Relações Públicas da ACIM e membro do Conselho da Mulher Empresária, Quelma Gonçalves.

Há dez anos no ramo de lingeries em Goiânia (GO), mas sempre circulando entre a capital de Goiás e Marabá, Dheime decidiu, há quatro anos, trazer a Lua Bella para a cidade. O empreendimento se expandiu e se modernizou, mas o crescimento esbarrou na falta de mão de obra qualificada.

Dheime Tadei conta que tentou conseguir profissionais para seu ateliê nos órgãos públicos de formação de mão de obra, mas, devido à burocracia que envolve essas formações, as quais dependem de projetos e orçamento, quatro meses se passaram e ela não conseguiu as costureiras.

Então, decidiu formar a própria mão de obra. Contratou uma professora, anunciou o curso nas redes sociais e em uma emissora de rádio da cidade, ofereceu 15 vagas e conseguiu formar dez profissionais de costura, oito mulheres e dois homens. Dos 15 alunos iniciais, dois deles, pela rapidez com que aprenderam – nem chegaram à metade do treinamento -, logo no terceiro dia foram contratados. Outros três desistiram.

E o que Dheime Tadei diz, após essa experiência? ” Faça, não fique esperando somente pelo poder público. A gente tem de dar o primeiro passo para poder instigar e dizer ‘tem futuro, vai pra frente a gente consegue”’, aconselha a empreendedora, que anda não calculou o valor total do investimento na formação profissional, mas avalia que está em torno de R$ 6 mil.

Com dois profissionais já contratados, ela ainda não decidiu quantos mais vai absorver na Lua Bella. Mas, caso não empregue todos, os demais não ficarão sem trabalho. A inciativa chamou a atenção de outras empreendedoras do ramo de confecções e Dheime já recebeu ligações solicitando que, caso não contrate todos, que lhes envie os excedentes.

“A saída para enfrentar as dificuldades é unir forças com outros empreendedores, ter mais a visão do cooperativismo. É necessário, que eles se juntem, até para ajudar os que não têm essa capacidade financeira. Dá para todo mundo se envolver e colher um bom resultado”, destaca Dheime Tadei, cuja família está há mais de 30 anos no sudeste do Pará, no ramo do agronegócio.

Vice-presidente da ACIM elogia a iniciativa e destaca a importância das Câmaras Setoriais

Eugênio Alegretti destaca que hoje a Lua Bella manda sua mercadoria para outros Estados do País e já até exporta para outros países. “A empresária decidiu investir, montar uma fábrica, adquirir equipamentos modernos, formar rede de fornecedores e, agora, partiu para a qualificação de mão de obra. Empreender não é fácil, esse momento [da conclusão do curso] foi a coroação desse grande desfio”, salientou ele.

“Que a Lua Bella sirva de exemplo do potencial do nosso município. A ACIM, nesse processo, vai atuar como indutora desse desenvolvimento, por meio da Câmara Setorial, como facilitadora desse processo. Foi assim, por meio dessa experiência dela [Dheime], dessa troca de informações, que nasceu a Câmara Setorial das Confecções, um elemento facilitador e indutor dessa nova cadeia produtiva dentro do município”, afirmou o vice-presidente da ACIM.

Para ele, a grande vantagem das câmaras setoriais é tratar os temas de cada setor com quem realmente entende, tratar com foco naquele setor. “Com o foco que cada setor merece”.

ASCOM/ACIM

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