Com pouco mais de um mês da criação da Câmara Setorial dos Lojistas de Shopping Centers, a ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá) chancelou, na noite desta segunda-feira (7), a criação da Câmara Setorial dos Postos e Distribuidores de Combustíveis. Rogério Lustosa Teixeira é coordenador, tendo como vice Alberto Santis e, como coordenador representante da ACIM, Antônio Cesar Olivi. Fazem parte ainda da nova câmara Arlindo Cabral Lorenzoni, Cyro Kazuo Alves Tida, Antônio Ferreira Vicente e Diogo França.

Eles representarão a câmara setorial para o período regimental disposto, findando o mandato junto com o da atual diretoria da ACIM, eleita para o biênio 2017-2018 e devendo, portanto, ocorrer junto com as eleições diretivas a escolha da direção deste grupo para o novo biênio.

A câmara setorial é o instrumento que debate e procura soluções para questões do seu núcleo de atividade, inclusive jurídicas, estuda saídas e busca a união rumo ao crescimento à estabilidade de  determinado segmento com um todo.

Para Rogério Lustosa, a Câmara Setorial dos Combustíveis passa a ser um braço da ACIM e vai ter um papel fundamental na busca de melhorias ao setor, “tanto aos proprietários e, principalmente, para a população, neste momento tão difícil pelo qual todos estão passando”.

Rogério Lustosa, coordenador da Setorial, assinando ATA de criação da Câmara.

Só na área urbana de Marabá, existem 42 postos em atividade e todos, segundo Lustosa, enfrentam uma dificuldade comum e considerada a maior de todas: a carga tributária, muito maior que em outros Estados.

“Isso repercute no preço final do combustível, temos estados vizinhos em que a carga tributária é bem menor que no nosso e, com certeza, a imagem que a população tem de nós é distorcida, por desconhecer que o preço é alto por conta desses impostos” explica ele, lembrando, entretanto, que nos últimos seis meses essa mentalidade vem mudando.

“A Petrobras vem informando na mídia o que está acontecendo no segmento de combustíveis. Desmitificando esse pensamento”, disse ele, lembrando que outros gargalos estão na burocracia oficial, como a demora na concessão de licenças e outros documentos; “Vamos tentar reduzir esses prazos, hoje há muita burocracia, muita demora”, disse.

Na opinião de Alberto Santis, a Câmara Setorial dos Combustíveis veio no momento certo, porque algumas questões que dizem respeito à atividade precisam realmente ser mais bem compreendidas pela população. “Precisamos mostrar as nossas dificuldades, as nossas lutas diárias para oferecer um produto de qualidade. Pode ter certeza de que, com a criação da Câmara Setorial, todos só têm a ganhar”, afirma ele, acrescentando que os ganhos serão tanto para o empresário quanto para a população, “que vai ter condições cobrar mais, fiscalizar as atividades do setor e a transparência”.

Alberto Santis, empresário do setor de distribuição de combustíveis e vice-coordenador da Câmara.

“A câmara é muito bem vinda e, com o apoio da ACIM, que já tem toda uma estrutura jurídica, sede, auditório, a gente vai poder discutir, debater. Então, ela já nasce com uma referência muito forte, que é a ACIM”, avalia Santis.

César Olivi afirma que a câmara setorial veio para fortalecer a categoria, a partir do momento em que muitos problemas serão resolvidos com o apoio da ACIM, “que tem os braços mais longos, perante alguns órgãos de Marabá, como prefeitura, Corpo de Bombeiros, Semma, Postura, Ministério Público, entre outros envolvem todos os temas ligados à categoria”.

“Hoje a gente precisa entender que, debaixo da cobertura do posto, nós somos concorrentes, mas, fora da cobertura somos amigos, parceiros porque as dificuldades são comuns a todos. Precisamos nos entender e melhorar para poder repassar benefícios à população que abastece conosco”, conclama.

Antônio Cesar Olivi, coordenador representante da ACIM.

O primeiro-vice-presidente da ACIM, Eugênio Alegretti Neto, diz ter ficado muito feliz com a criação da Câmara Setorial dos Combustíveis, a segunda criada este ano. Segundo ele, vê-se aí uma mudança no modelo de discussão das questões setoriais inerentes a cada segmento da economia, porque se passa a ter uma discussão centralizada dentro do próprio setor, focada naquilo que é a demanda, com as pautas do dia.

“E tudo isso, embaixo do guarda-chuva da ACIM, o que dá maior legitimidade, maior representatividade ao setor, haja vista que a Associação é o órgão que representa a classe produtiva de uma cidade”, lembra Eugênio, afirmando que a ACIM também se sente fortalecida com o setor de combustíveis. “Por estar escolhendo a nossa Casa para poder montar a sua Câmara Setorial, é uma relação em que os dois ganham e ambos estão saindo vitoriosos dessa parceria”.

Ítalo Ipojucan Costa, presidente da ACIM, comemora o fato de a Associação estar sendo reconhecida, por segmentos empresariais, como um instrumento forte, uma entidade forte que pode atuar junto com os setores organizados em defesa dos interesses comuns.

Italo Ipojucan de Araújo Costa, presidente da ACIM.

“Hoje vem um segmento extremamente forte que é o de combustíveis, tivemos em passado recente aqui o de Lojistas de Shoppings”, observou ele, dizendo acreditar que esse movimento vai ganhar musculatura, importância na medida em que as câmaras já criadas comecem a avançar nos debates que dizem respeito aos interesses comerciais delas e que naturalmente vão ser de positividade.

Ítalo prevê que as duas câmaras já criadas vão ser vistas pelos outros segmentos como exemplos de sucesso, amparados naturalmente com a chancela da ACIM, o que fortalece o debate daquilo que é interessante para uma determinada categoria.

“Eu acredito que ambos aqui foram contemplados, os empresários do setor de combustíveis com uma parceria extremamente importante      e a ACIM, em contrapartida, está amparando, agora, dentro do seu quadro, um setor de extrema importância para a economia da região que é o de combustíveis, é um movimento em que os dois ganham”, conclui.

Por ASCOM/ ACIM

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