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ELEIÇÃO NA ACIM GANHA DESTAQUE NA IMPRENSA LOCAL

A eleição para a nova diretoria da ACIM, que acontece na próxima segunda-feira, dia 7, ganhou repercussão na Imprensa local. Na Edição desta quinta-feira, 3, o JORNAL CORREIO publicou matéria sobre o pleito. Leia a seguir a notícia.

Os 286 membros da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá) têm, daqui a quatro dias, uma tarefa inédita: escolher uma nova diretoria da entidade para o biênio 2021-2022. Será a primeira vez na história da associação que haverá disputa entre duas chapas na eleição, já que sempre houve consenso para apresentação de uma única chapa.

O atual presidente, Raimundo Nonato Araújo Júnior, pode ser reeleito para mais um mandato, de acordo com o Estatuto Interno da entidade. Mas ele foi surpreendido ao descobrir que seu vice, João Tatagiba, encabeçava outro grupo com vistas à presidência, o que acabou fazendo com que a associação registrasse duas chapas pela primeira vez em sua história.

As duas chapas foram inscritas dentro do prazo (27 de novembro), com 32 membros cada uma, sendo cinco membros do Conselho Fiscal e 27 da Diretoria Executiva. A chapa “Assim de Todos” é encabeçada por Raimundo Júnior, tendo como vice Caetano Reis Neto. Do outro lado, João Tatagiba lidera a chapa “Sinergia” e seu vice é Eugênio Alegretti.

Nos bastidores, avalia-se que o cenário para os próximos anos será bastante estratégico para o empresariado marabaense, já que a Vale anunciou para a própria ACIM que vai mesmo iniciar a construção de uma segunda ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, investindo uma bagatela de R$ 1,8 bilhão. Ainda não há data oficial para início das obras, mas estima-se que a instalação de canteiros de obras deve ocorrer já em 2021.

Diante de um quadro de enfermidade na saúde de alguns membros da ACIM, inclusive do próprio presidente da Comissão Eleitoral, Mauro Souza, internado com covid-19, ventilou-se a ideia de adiamento da eleição, mas o atual presidente, Raimundo Júnior, rechaçou essa possibilidade, alegando que Antônio Carlos Miranda, o Bogô, vice-presidente, poderá conduzir o processo naturalmente.

OS CANDIDATOS

Ouvido pela Reportagem do CORREIO, Raimundo Júnior considera que os principais avanços de sua gestão são a ampliação da base de associados, que praticamente dobrou em dois anos, saindo de 173 para 286, atualmente. “Além do mais, a nossa gestão teve um olhar muito destacado para os micro e pequenos negócios, mas sem deixar de lado grandes negócios que vêm para nossa cidade. Nosso objetivo era atingir 500 associados em dois anos, mas infelizmente não foi possível por causa da pandemia”, ressalta.

O presidente atual pontua que também conseguiu quitar várias dívidas da associação, que se acumulavam há cerca de dez anos e que giravam em torno de R$ 300 mil. Além disso, havia uma pendência com folha de pagamento de colaboradores da entidade classista. “Houve significativa melhoria dos processos internos e a inclusão da tecnologia de aplicativos”, comemora o Raimundo Júnior.

Por outro lado, João Tatagiba recorda que dentro da ACIM sempre houve um clima de unidade pautado pela busca das macropolíticas, realizando grandes debates, provocando entes envolvidos, que seja Vale, Estado, União. “De forma que essa nossa gestão – porque fiz parte do time – se distanciou daquela condução habitual da entidade, inclusive facilitando uma relação melhor com o associado e até mesmo com os mais experientes. Isso desembocou desgaste dentro da própria diretoria. Tentamos internamente contornar essa situação por mais de uma vez, pra que a gente não deixasse a condução ser desvirtuada. Infelizmente, a gente não conseguiu fazer com que isso acontecesse. Acabou que houve essa dissidência. Acho que ele (Raimundo Júnior) deveria ter mais tido mais humildade para procurar as pessoas que têm um histórico maior”, alega Tatagiba.

Caso eleito, ele disse que criar um grupo de trabalho com diretores atuando em cinco vetores diferentes: turismo, mineração, indústria, logística e agronegócio. Com eles, buscar a formação de um plano de desenvolvimento econômico regional, que não contemple só Marabá. “Nós, como empresários, não podemos esperar que o setor público faça sozinho esse trabalho. O setor produtivo tem que ir atrás.

Questionado se será possível pacificar os dois lados após a eleição do próximo dia 7, Tatagiba diz estar certo disso, porque todos entendem que os interesses da entidade e de Marabá estão acima dos pessoais. “Não podemos desmerecer o trabalho que foi feito focado no varejo, mas precisamos planejar de forma mais ampla”, sustentou.

A eleição acontece de 9 às 17 horas da próxima segunda-feira e a previsão é que o resultado seja divulgado no mesmo dia. Segundo o Estatuto da ACIM, quem não tiver pelo menos 12 meses de filiação não estará apto a votar. Os que tiverem três meses de atraso no pagamento da mensalidade de associado pode votar, mas quem tiver pendência superior a esse período terá de realizar negociação com a associação para ficar habilitado a exercer o voto. A nova diretoria deve assumir a função já no dia posterior, 8 de dezembro. (Ulisses Pompeu)

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