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Presidente da ACIM entrega documento, relatando os anseios da região, a Geraldo Alckmin

Durante a visita do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) a Marabá, a ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá) reuniu seus associados na manhã de sábado, 7, na Churrascaria Tertúlia, para, em reunião com o pré-candidato à Presidência da República, entregar a ele um documento com reivindicações da classe empresarial local. O encontro reuniu pelo menos uma centena de pessoas entre empresários e políticos.

Além de Alckmin, fizeram parte da mesa dos trabalhos: o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), o deputado federal Nilson Pinto (PSDB/PA), o secretário Regional de Governo, Jorge Bittencourt, o presidente da Associação dos Criadores do Pará (AcriPará) e diretor do Sindicato Rural de Marabá, Maurício Fraga Filho, o presidente da Câmara Municipal de Marabá, vereador Pedro Correa Lima, o vice-prefeito Antônio Carlos Sá, e o prefeito Sebastião Miranda Filho.

Público foi majoritariamente constituído por empresários associados a ACIM.

O encontro foi aberto pelo presidente da ACIM, Ítalo Ipojucan Costa, que foi direto a assunto. Dirigindo-se a Geraldo Alckmin, ele falou de vários projetos de desenvolvimento para a região, que estão travados por questões políticas ou porque o governo federal prefere preterir o Pará em favor de outras regiões.

Um exemplo bem recente disso, lembrou Ítalo, foi o fato de o governo ter exigido, como contrapartida da Vale, pela renovação da concessão da Ferrovia Carajás, a construção de uma ferrovia ligando Mato Grosso a Goiás, quando o Pará tem hoje projetada a Ferrovia Paraense, cuja construção representa um avanço gigantesco na logística do Estado.

O presidente da ACIM falou também de outro projeto estratégico para o Estado, que vem passando de governo em governo e já foi objeto de promessa de dois presidentes, quando em visita a Marabá: a Hidrovia Araguaia Tocantins, cujas obras de derrocamento do Pedral do Lourenção já foram adiadas várias vezes e agora estão programadas para iniciar no final de 2019.

Ipojucan reclamou ainda do sistema tributário injusto a que o empresário é submetido, enquanto a Lei Kandir traz consequências danosas à região no caso da mineração. Desabafou também quanto ao alto valor pago pela energia produzida aqui na região e a respeito das alíquotas de ICMS.

Presidente Ítalo Ipojucan entregou para presidenciável pacote de questões que estão na pauta da região para desenvolvimento econômico e social local.

Sugeriu ainda a Alckmin, caso ele seja eleito presidente, uma reformulação no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), cuja lentidão e o excesso de burocracia travam a concessão de lavra para quem quer trabalhar legalmente.

Ítalo Ipojucan lembrou as obras do próprio governo federal, que não andam, como a pavimentação da BR-230, a Transamazônica, inclusive um trecho de 12 quilômetros ligando o Pará ao Tocantins, que está há mais 20 anos sem pavimentação, entre outras reivindicações que envolvem o desenvolvimento regional, o crescimento da economia e, consequentemente, a geração de emprego e renda.

Discursaram, ainda, o pecuarista Maurício Fraga Filho, o senador Flexa Ribeiro, o vice-prefeito Antônio Carlos Sá, o deputado federal Nilson Pinto e o prefeito Sebastião Miranda Filho, todos apelando para que Marabá e região tenham um tratamento justo da parte da União.

Além de Ítalo Ipojucan, pela Associação Comercial, assinaram o documento: Maurício Fraga Filho, Reinaldo Zucatelli, Francisco Arnilson de Assis, este pelo Sindicato do Comércio Varejista de Marabá (SINDICOM) e pelo prefeito Sebastião Miranda Filho.

Após receber o documento, Geraldo Alckmin discursou e disse que o Brasil, de ponta a ponta, está com importantes obras paradas, por falta de dinheiro, não por outros motivos, como o governo federal quer fazer crer.

Geraldo Alckmin pactuando questões regionais em encontro liderado pela ACIM.

Ele previu que quem assumir a presidência em 2019 vai pegar a País com o sexto ano de déficit primário. “O Brasil deve R$ 5 trilhões, quase 80% do PIB”, afirmou ele. Além, disso, afirma Alckmin, o governo não investe nada e ainda gasta mais do que arrecada, R$ 130 bilhões.

Para reorganizar o País a fim de que ele possa voltar a crescer, segundo Geraldo Alckmin, serão necessárias várias medidas a serem tomadas imediatamente. A primeira delas é promover uma reforma política, uma vez que não possível governar com 35 partidos; outra medida seria estabelecer nas eleições o voto distrital ou o voto distrital misto; e promover uma reforma tributária. “Está tudo errado. Nós vamos meter o dedo na ferida, mexer tudo, tudo, tudo. Ou vamos empurrar com a barriga e vai dar problema lá na frente”, advertiu o pré-candidato.

“Nós vamos ganhar a eleição, suar a camisa, para poder trabalhar pelo nosso País. Se a gente tiver uma agenda de competitividade o Brasil vai voltar a crescer. Este País é vocacionado para crescer”, disse ele, citando o potencial mineral, agrícola e industrial do País.

Após o encontro com os empresários, Geraldo Alckmin falou, no auditório do Carajás Centro de Convenções, para quase 600 pessoas, entre políticos, lideranças comunitárias e outros simpatizantes da candidatura dele à Presidência da República.

Por ASCOM / ACIM