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Diretor da ACIC conta como Suape e Caruaru se tornaram fortes

Ao falar sobre o Porto de Suape, a 40 km de Recife, Wamberto Barbosa destacou a importância daquele equipamento público, que ficou estagnado durante 10 anos, mas, depois de uma mudança radical de visão administrativa, se tornou um Complexo Industrial Portuário, que, além da capacidade de receber navios de alto calado, devido sua localização estratégica, hoje tem, na sua área de influência, mais de 100 empresas instaladas em 1.300 hectares, R$ 50 bilhões investidos, é líder nacional de movimentação de graneis líquidos e quinto porto nacional no ranking de movimentação de cargas, com 16,7 milhões de toneladas em 2016, registrando um crescimento de 14,1%.

O Complexo Industrial Portuário de Suape comporta hoje polos de desenvolvimento logístico, de graneis líquidos e gases, naval e offshore, petroquímico, de pré-forma plástica, de componentes eólicos, de geração de energia, metalomecânico, de alimentos e bebidas e de material de construção.

APL confecções

Sobre o APL (Arranjo Produtivo Local) de confecções, Wamberto lembrou que, devido à escassez de água em Caruaru, era difícil instalar indústrias ali, sobretudo de fabricação de tecidos, mas, ao observar que a cidade é cortada por duas grandes rodovias federais, a BR-104 e a BR-232, com grande fluxo de pessoas, isso despertou o interesse para a fabricação de confecções. E, com a ajuda decisiva do Sebrae, que deu suporte às costureiras do local, Caruaru deixou de ser uma cidade, onde mascates vendiam sulanca nas feiras, e passou, depois de um trabalho de anos, ao posto de segundo maior polo têxtil do País, atrás apenas de São Paulo.

Mas, além da produção local, o município absorve a de outras 10 cidades e produz, ao ano, 700 milhões de peças, com um faturamento anual de R$ 6 bilhões, a um preço médio de R$ 7,71 por peça. São 18.804 empresas, que geram 107.177 empregos, ocupando 20% da população economicamente ativa.

Por ASCOM/ ACIM